quarta-feira, 7 de setembro de 2011

M.C. Escher, o Grande.

Mauritus Cornelis Escher, nasceu em Leeuwarden na Holanda em 1898,  faleceu em 1970  e dedicou toda a sua vida às artes gráficas. Na sua juventude não foi um aluno brilhante, nem sequer manifestava grande interesse pelos estudos, mas os seus pais conseguiram convencê-lo a ingressar na Escola de Belas Artes de Haarlem para estudar arquitectura. Foi lá que conheceu o seu mestre, um professor de Artes Gráficas judeu de origem portuguesa, chamado Jesserum de Mesquita.
Com o professor Mesquita, Escher aprendeu muito, conheceu as técnicas de desenho e deixou-se fascinar pela arte da gravura. Este fascínio foi tão forte que levou Mauritus a abandonar a Arquitetura e a seguir as Artes Gráficas. Quando terminou os seus estudos, Escher decide viajar, conhecer o mundo! Passou por Espanha, Itália e fixou-se em Roma, onde se dedicou ao trabalho Gráfico. Mais tarde, por razões políticas muda-se para a Suíça, posteriormente para a Bélgica e em 1941 regressa ao seu país natal.
Estas passagens por diferentes sítios, por diferentes culturas, inspiraram a mente de Escher, nomeadamente a passagem por Alhambra, em Granada, onde conheceu os azulejos mouros. Este contacto com a arte árabe está na base do interesse e da paixão de Escher pela divisão regular do plano em figuras geométricas que se transfiguram, se repetem e reflectem, pelas pavimentações.Porém, no preenchimento de superfícies, Escher substituía as figuras abstracto-geométricas, usadas pelos árabes, por figuras concretas, perceptíveis e existentes na natureza, como pássaros, peixes, pessoas, répteis, etc. 


Em 1944, durante a segunda guerra Escher sofreu uma grande perda. O seu velho professor, Samuel de Mesquita, fora levado pelos nazis e morto. Escher ajudou a proteger os trabalhos de Mesquita e em 1946 organizou um memorial para Mesquita no
museu de Stedelijk.

A sua fama na América chegou depois de dois artigos produzidos por duas revistas , "The Studio" e o "Time-Life journalist Israel Shenker" que foram publicadas em 1950/51. Em 1968 Escher voltou para Baarn. Sua esposa, infeliz com a
mudança foi morar para a Suíça, mas Escher continuou em Baarn.

Com a saúde péssima em 1970 Escher montou um estúdio e passou a trabalhar apenas em casa, contudo Escher estava muito debilitado e não estava a trabalhar em novos projectos. Apesar do seu estado da sua doença Escher chegou a ver o seu primeiro livro "The World of M. C. Escher" que foi traduzido para inglês que fez
muito sucesso.

Em março de 1972 a condição de saúde de Escher piorou muito, já no Hospital, em 27 de Março de 1972 ele faleceu aos 73 anos.



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